HeavyFashion no Tumblr!

Pois é, aderi a essa nova ferramenta. Mas o que é o Tumblr?

Uma breve historia:

O Tumblr (lê-se tâmbler) foi fundado em 2007 por David Karp juntamente e Marco Arment, como líder de desenvolvimento. 75.000 blogueiros que utilizavam outros sistemas logo mudaram para a plataforma, e desde então o serviço recebeu mais de 3 milhões de usuários.

Em 2009, adquiriu o aplicativo “Tumblerette” para iPhone, criado por Jeff Rock e Garrett Ross. Em 17 de março de 2010, foi anunciado que o site estaria acessível a partir de então em smarthphones BlackBerry através de um aplicativo criado por Mobelux. Em 17 de abril de 2010, o aplicativo foi disponibilizado no BlackBerry App World. E atualmente já existe disponível também o aplicativo para aparelhos com Android.

Em 18 de maio de 2011, o Tumblr contabilizava mais de 4.2 publicações e aproximadamente 19 milhões de blogs. No começo de junho de 2011 o visual da Dashboard ganhou várias novas funcionalidades e um novo design, como responder mensagens de modo particular (a resposta pode ser vista apenas pelo usuário que perguntou dentro de sua “Inbox”) e alguns painéis de configurações foram mudados de lugar para que se tornasse mais fácil e prático.

No dia 9 de setembro de 2011, o site alcançou a marca de 10 bilhões de posts exclusivos (sem contar reblogs), e a marca foi comemorada com uma chuva de confetes na Dashboard dos usuários que estavam conectados no momento.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tumblr
 

Traduzindo:

Para quem gosta de imagens (como euzinha aqui, meu computer fica lotado de imagens como se fosse um album de figurinhas!) e gosta de postar ou reblogar seu “ponto de vista” em todos os aspectos de forma fácil e sem rodeios, o Tumblr é tudo isso!

Então confiram o HeavyFashion no Tumblr! Muitas idéias passam por lá!

http://www.tumblr.com/blog/heavyfashion

Isso é HeavyFashion!

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Looks por idade: 50 anos

Duvidas, duvidas e mais duvidas: o que usar quando vamos ficando mais “maduras”???

Pra mim não existe o envelhecimento e sim o amadurecimento, não tenho vergonha de dizer minha idade pra ninguém (tenho 29!),  aliás, tenho orgulho porque quanto mais velha vou ficando, mais experiência vivi nessa minha jornada…

É bem difícil escrever sobre uma idade que você ainda não chegou, e eu não tenho formação em moda, tudo o que  sei sobre moda são frutos de horas e horas ganhadas (não perdidas) com leituras e pesquisa de imagens sobre o assunto.. Não gosto de re-postar matérias, mas as vezes é inevitável, então recorri ao site da Glória Kalil para estas questões: Confere aí!

Evidentemente existem Chics de todas as idades. Hoje vamos falar com as de mais de 50 anos.

Antes de tudo, vale dizer que estas mulheres têm uma grande vantagem: conhecem bem as cores que as favorecem, os decotes que as enfeitam, como esconder as gordurinhas localizadas… O único risco que correm é achar que podem tudo.

Mesmo que mantenham a silhueta em ordem, que sejam malhadas e bem-tratadas, existem alguns ícones da juventude que devem ser evitados, como as minissaias, barriga de fora, cabelão… Adequação e “desconfiômetro” são importantíssimas para que essas mulheres não escorreguem no estilo.

Mulheres com mais de 50 podem ser chiquérrimas, muito extravagantes, muito interessantes, muito o que quiserem. Só não podem acreditar que têm 20 anos! Algumas chicnautas mandaram suas dúvidas, vamos a elas:

Mulheres com mais de 50 anos podem usar jeans?

Claro que sim! Mas em situações informais e esportivas. Não é roupa para teatros, jantares ou festas.

Minha costureira recomendou que eu deixasse o meu vestido quatro dedos abaixo do joelho, mas estou achando comprido de mais, o que você acha?

A questão aqui é se o seu joelho sustenta ou não ficar à mostra. Se estiver em ordem, pode apostar em uma saia um pouco mais curta, mas nada de mínis!

Pode usar shorts com meia-calça?

O shorts urbano é um típico exemplo de ícone da juventude, evite! Deixe para usá-los na praia em cima de um maiô.

Posso usar legging com camisa ou casaco compridinho?

Pode em situações informais e somente se você não tem nenhuma gordurinha extra.

E calças curtas?

Não há nenhuma restrição, combine com sapatilhas e sandálias baixas.

Existe restrição de idade para o uso de ankle boot?

Não, essas botas mais curtas podem ser usadas por mulheres de qualquer geração.

Quais são as sugestões para um guarda -roupa adequado para mulheres de 50 anos com estilo mais jovial?

Abuse das cores, dos acessórios e dos saltos altos. Mas, mais do que tudo, fique muito atenta ao corte e a cor dos cabelos: eles são fundamentais para dar contemporaneidade ao seu visual.

Fonte: http://chic.ig.com.br/como-usar/noticia/o-que-pode-e-o-que-nao-pode-vestir-uma-mulher-com-mais-de-50-anos 

Não achei nenhuma foto de roupa mais no estilo rock ’n’ roll, mas não acredito que eu nesta idade aceitaria ficar somente com os acessórios rocker….acho que ficaria mais para esta grandes mulheres super corajosas para a época!

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Looks por idade: 30 anos

É difícil saber o que vestir adequadamente sendo bombardeados diariamente com roupas de “piriguetes” na TV, promoções de roupas (diga-se de passagem) inadequadas para qualquer pessoa do planeta por ai…então resolvi postar o que achei de melhor nas minhas peruadas na internet! Confere aí:

Chique e sensual

Aos 30 anos, a mulher tem que ter em mente que sua imagem é seu cartão de visitas. Para estar bem-vestida para o trabalho e para um programa a dois, deve investir em roupas com detalhes femininos. O vestido é a peça-chave dessa idade, assim como blusas com decotes elaborados e saias.

Aposte: em fendas e transparências discretas para exibir seu corpo na medida. Use tecidos como jérsei e microfibra.

Evite: os looks infantis com miniblusas e regatas com a alça do sutiã à mostra e usar tênis fora da academia ou do parque.

Peças-chave: Combine a calça com tops de cetim ou seda. A camisa sem mangas é elegante e deixa os ombros à mostra. No inverno, a saia vai bem com meia-calça e sandálias abotinadas ou sapatos com inspiração masculina.

Fonte: http://manequim.abril.com.br/moda/reportagem/30-anos-479364.shtml

Como usar?

Calça skinny:

Finalmente um campeão! Esta modelagem não sai de moda faz tempo e é apropriada em qualquer tipo de situação, tanto durante o dia como a noite. Para combinar, vale quase de tudo. Para uma produção diurna aposte em botas ou sapatilhas com camisas ou camisetas, e se quiser apostar em um look para noite, sandália alta ou escarpin caem muito bem.

A skinny continua sendo a favorita entre as mulheres. “É um modelo que vai da manhã até a noite e vai bem com tudo”, afirma Gloria. Aqui exemplos de diferentes situações onde a calça foi usada. Cameron Diaz está pronta para a noite combinando sua skinny escura com uma sandália incrementada e blusa com transparência. Emma Stone optou por uma malha clarinha e com salto também alto. Já Miley Cyrus mostra um jeito mais casual com clog e blusa listrada. Por fim, Nicole Richie com look confortável de botinha e regata.

Saia lápis:

A saia mais eclética do repertório da moda feminina está de volta. A saia justa, que lembra tanto secretárias eficientes quanto sedutoras cantoras de cabaré, tentadoras aeromoças ou seriíssimas executivas volta com tudo neste inverno. Como usá-la? Tirando dela todas as suas possibilidades de ser a melhor opção para o dia, para o escritório ou para a noite. Ela arrasa em todas essas situações. Mas tem seus segredos, que precisam ser desvendados para que não se torne uma roupa vulgar, engordativa ou antiquada.

Frequentemente, peças clássicas são revisitadas com um tratamento contemporâneo. Nesta estação, vale ficar de olho em como a saia lápis vai aparecer nas ruas. Pela altura do joelho – um pouco acima ou um pouco abaixo apenas – e mais ajustada nos quadris, ela é boa opção para situações informais do dia-a-dia e também para eventos mais sofisticados, dependendo de como usá-la.

O que determina seu destino final são as outras peças escolhidas para compor a produção. Camisas de seda, renda ou transparência são boas alternativas para situações de dress code formal, mais sérias. T-shirts de algodão, ou mesmo jaquetas de couro, deixam o look mais apropriado para eventos descontraídos e tiram o ar careta que pode ficar às vezes.

Nos pés, os sapatos de salto realçam a feminilidade e elegância da peça e são imprescindíveis para programas mais sofisticados. Mas, para o dia-a-dia, ficam liberadas as flats. E atenção baixinhas: o melhor é escolher uma saia de cintura alta e com a barra mais curta, acima do joelho, que ajuda a alongar a silhueta.

Dia-a-dia: saias de cintura alta e saltos ajudam a alongar a silhueta, regra que vale para situações informais e também para as formais.

  Camisa branca/fluida:

Toda mulher deve ter no guarda-roupa – camisa branca, blazer, peças listradas, jeans e o  pretinho básico – e mostramos como são elas podem ganhar ares mais atuais. Essenciais e fáceis de encontrar, os itens são coordenáveis entre si sem muito esforço nem preocupação – além de grandes aliados naquelas manhãs de atraso ou humor alterado.

Fonte: http://chic.ig.com.br/gloria-responde

Mais looks inspiradores:

Não pode faltar um estilo mais rock ‘n’ roll!

 

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Lista de Desejos #4

Quer saber quem são elas?

São as  Fashion Royalties (que NÃO são Barbies), elas vão muito além de simples bonecas. Impressionam pela perfeição dos detalhes e são totalmente articuladas até nos dedos das mãos e os pés! Isso quer dizer que dá para ter um numero inimaginável de poses para cada ensaio fotográfico delas!

Essas “modelos perfeitas” são fabricadas pela empresa americana de brinquedos Integrity Toys e tanto as bonecas quanto os looks são assinados pelo estilista Jason Wu.

A tiragem é limitadíssima e por isso o preço costuma ser bem salgado. Aqui no Brasil os valores chegam a ultrapassar mil pilas!

Mas elas são lindas, não me canso de vê-las!

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A moda de: Alice Dellal

Filha do inglês Guy Dellal e da ex-modelo brasileira Andréa Dellal, Alice é baterista e socialite. Seu look realmente chama atenção pelos seus típicos trajes punk/rocker, pelo cabelo metade raspado e de jeito único demonstra que a moda também é underground! Recentemente vem fazendo campanha para as marcas Chanel e Mark Jacobs.

Resta-nos aproveitar e achar fácil as roupitchas no estilo, porque isso vai passar (tomara logo) ora, o lance é underground, não é todo mundo usando. Se bem que o mundo globalizou de vez e com a internet não estamos tão à margem da sociedade assim..

Mas vamos voltar ao foco! Alice Dellal

O básico de Alice é o jeans + jaqueta, há diversos looks dela assim:

Versões de animal print:

leggins + ankle boots

Coturnos que podemos customizar em casa + jeans + brilho

Essas leggins também podemos customizar em casa e fazer umas caveirinhas! Camisa de banda = clássico do rock

Transparência e couro:

E o detalhe da moda "tudo colorido" ficou por conta desses scarpins verdes com tachinhas

Algumas fotos de campanhas:

Chanel

 

Apesar de ela posar pra fotos dessas grandes marcas o estilo ainda é o seu. Na campanha da bolsa Boy, da Chanel, ninguém mais do que o próprio Karl Lagerfeld tirou as fotos.

Campanha da bolsa Boy, da Chanel, fotografada pelo proprio Karl Lagerfeld

Tattoo até na mão!

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Decoração com o básico

Idéias simples para organização com objetos que às vezes você possui em casa:

Organização simples usando um cesto de plástico e cubos em MDF

Malas velhas? Dê uma solução para elas com uma pintura nova e usando como criado mudo!

Essa é uma idéia básica para organizar brincos de forma fácil e decorativa, porque não?!

Caixote de feira deixa suas revistas no lugar!

Baú: um clássico para organizar qualquer bagunça!

 imagens: sapeando pela net!

Até a próxima!

HeavyFashion

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À moda de: Lindsay Lohan

Olá,

Sabe aquele dia em que nada do que você veste está bom? É muitas vezes acordamos assim e porque não nos inspirarmos no guarda roupa de uma celebridade que você curte o estilo

Já que não temos um programa que dite o que ficará bom em nós ou não..

Rebelde sabemos que ela é! Mas prefiro demonstrar minha rebeldia apenas nas roupas!

Hoje vou apresentar alguns looks estilo rocker que Lindsay Lohan usa!

Camisas lisas + skinny/legging + botas = rocker chic!

camisas xadrez + skinny + botas = impossivel não errar!

Basico preto e branco

 

Trasparencia + colete = jogo do mostra-esconde

É isso aí…

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Inspirações Outono/Inverno 2012

Olá gentem!

Pois é, está findando o verão (graças ao Pai!) e esta chegando um tempinho mais frio….e você, já esta se preparando para a nova estação?! Muitas sugestões surgirão ao longo do mês!! Inspirem-se!

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fotos: WTF Should I wear

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Trajes Históricos

Você gosta de coisas antigas, museus, grandes obras da arquitetura, literatura que fale sobre os séculos passados? Não? Pois então você deveria! Pois estas coisas ainda falam muito sobre nós hoje…

Como sempre, eu dando uma sapeada pela net tentando achar algo surpreendente, inovador e magnífico caí no obvio e vi que não iria achar nada disso, então, por que não falarmos sobra a historia da moda.

A história da moda é bem legal porque fala sobre a personalidade das pessoas desde sempre. E nós que curtimos o metal, gostamos dessa coisa que às vezes beira o excêntrico…

Tento achar palavras que possam descrever o nosso gosto (…) bom, gostamos de coisas diferentes, resume nisso.

Voltando a sapeada da net, busquei pelo tópico de historia da moda e não achei nada muito dentro do nosso mundo metalistico então voltei pra um blog que sigo e leio sempre que é o Moda de subculturas que é bem metal e lá tem muitas fotos desses trajes mais antiguinhos. Vamos falar de moda no século XIX!

1790 – Iluminismo ou revolução industrial

A Revolução Industrial, que começara no Reino Unido no século XIX, revolucionou totalmente os meios de fabricação de roupas. Até então, os tecidos e as roupas eram produzidos manualmente, e por meios artesanais. Com tais máquinas disponíveis, fabricantes de roupas industrializadas vendiam roupas a baixos preços. A produção de roupas, ao menos nas grandes cidades, tornara-se quase completamente industrializada. Antigos artesãos que antes lucravam, faliram, e muitas pessoas pararam de fabricar suas roupas em casa.

Podemos visualizar isso por essa casaca toda bordada, rica em detalhes:

Mas a moda passou a mudar mais e mais freqüentemente, mas apenas as pessoas ricas podiam se dar ao o luxo de adquirir a última tendência da moda. Dado ao status de riqueza e poder de roupas complexas e elaboradas, ao longo da Revolução, muitos nobres passaram a usar roupas simples, com o medo de serem capturados pelos revolucionários, que os teriam guilhotinado.

Ao longo do século XIX, a industrialização na produção de roupas e tecidos espalhou-se para outros cantos do mundo. A indústria têxtil ficou firmemente estabelecida nos Estados Unidos, França, e, posteriormente, na Alemanha e no Japão. No último, roupas ocidentais lentamente substituíam roupas tradicionais. Porém, muitas pessoas ainda preferiam usar roupas feitas por um artesão, quando podiam pagar por ela. Outras pessoas, especialmente aquelas em lugares isolados, continuaram a fabricar tecidos e roupas em casa.

Gradualmente, ao longo do século XIX, as roupas passaram a ficar mais simples e leves. Camisas, saias (que eram para serem usadas juntas) e calcinhas foram criadas na década de 1870, e logo tornaram-se uma tendência entre mulheres da classe trabalhadora. Jeans passaram a ser usados por mineradores, fazendeiros e caubóis nos Estados Unidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda_entre_os_anos_de_1750_e_1795

1809 – Império

Inspiração na antiguidade clássica e peças confortáveis de influência francesa.

Detalhe para o vestido de 1820 dos tempos de Jane Austen.

1830 – Romântico

Mangas bufantes e mãos cobertas ainda fazendo referência à França.

1850 – Vitoriano

Excessos e volumes em função da rainha Vitória, monarca da Inglaterra.

1895 – Belle Époque

Influência do art noveau e das formas curvilíneas com saias em forma de sino.


 fotos: Antiquedress , Manequim e Moda de Subculturas

Bom por hoje é isso, pois o tema é bem extenso. Num próximo post falo sobre a moda atual inspirada nessas peças lindíssimas!

Isso é HeavyFashion!

 
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Ada Lovelace: Condessa britânica do século 19 é primeira programadora da história

Imagem: Computer History Museum

Imagem: Computer History Museum

Como parte das homenagens ao Dia Internacional da Mulher, falamos hoje sobre “a mãe da programação”, Ada Lovelace. Enquanto mulher, nascida sob os conceitos e preconceitos do século 19, se tornou matemática de respeito e a primeira programadora de computadores da história.

por Sara Ferrari

É compreensível que todos os que vêem as fotos e gravuras de Augusta Ada King, Condessa de Lovelace, a imaginem como uma atualizada contraparte romântica de Maria Antonieta. Mas seu rosto angelical e sua figura aristocrática escondiam um autêntico espírito Geek: Lovelace é considerada a mãe da programação, tendo escrito os primeiros programas da humanidade – antes de qualquer homem!

Com as roupas da época, em meio ao romantismo do século 19, a Condessa usava tradicionais vestidos largos feitos a mão com caríssimos tecidos vindos do Oriente. Mas, à parte das frivolidades da nobreza rica e vazia – que ocupavam a totalidade do tempo das mulheres – e dos problemas militares e de política – que interessavam grande parte dos homens -, Ada Lovelace pôde dedicar-se à matemática, ciência que ela dominava em um nível semelhante ao dos grandes cientistas da época. Isso levou a “condessa nerd” a interessar-se pela invenção de seu amigo, o também matemático Charles Babbage: a Máquina Analítica.

A Máquina Analítica de Babbage

Uma réplica da Máquina Diferencial criada por Charles Babbage. Imagem: Science Museum

Uma réplica da Máquina Diferencial criada por Charles Babbage. Imagem: Science Museum

Ada Lovelace entrou para a história depois de concluir em 1843 uma série de algoritmos 1 que eram compatíveis com a Máquina Analítica 2. Tal máquina, nunca construída, era um aprimoramento de duas outras máquinas mais simples que Babbage começou a construir e nunca terminou, as Máquinas Diferenciais.

As três máquinas serviam para fazer longas sequências de cálculos matemáticos simples, normalmente apenas soma e subtração. Naquele tempo, os cientistas e estatísticos criavam tabelas com os resultados pontuais de seus experimentos e pesquisas, e depois empregavam pessoas com parcos conhecimento de matemática (apenas somar e subtrair) para “fazer continhas” com os valores dessas tabelas para chegar a um resultado final. O processo, do qual participava muita gente, era obviamente sujeito a muitos erros.

Essas pessoas, na época chamados de computadores, faziam o “trabalho braçal” com o qual os cientistas não queriam perder tempo. Babbage vislumbrou então a possibilidade de criar computadores mecânicos para substituir com vantagens esse trabalho braçal. 3

A Máquina Analítica de Babbage era programável, e não estática como suas máquinas diferenciais. Os programas, obviamente simples, eram ajustados na máquina por meio da troca de engrenagens e depois inseridos por meio de cartões perfurados, usando uma técnica inventada pelos franceses Bouchon, Falcon e Jacquard (sim, aquele do tear automático) no século anterior.

 Ada, a programação e a inteligência artificial

  Mesmo nunca tendo sido construída, a Máquina Analítica era um desafio mental e tanto, e a Condessa de Lovelace era uma das poucas no mundo a entendê-la.

Quando Ada tinha 17 anos, já tinha conhecimento sobre o trabalho de Charles Babbage através de uma conferência realizada em junho de 1833. Pioneiro e referenciado como o inventor do primeiro computador, sua criação exigia técninas bastante avançadas e caras, e por isso nunca foi construída enquanto Babbage era vivo, sendo apenas “um conjunto de partes mecânicas” 4

A jovem estudante foi apresentada à Bubbage pela sua tutora Mary Somerville e a partir do primeiro encontro, os dois voltaram a ser reunir inúmeras vezes. “O pai dos computadores” ficou impressionado com as habilidades matemáticas e a forma como ela entendia sua engenhoca como ninguém. Logo, Bubbage tornou-se seu tutor e mais tarde colega de trabalho.

Durante nove meses entre 1842-43, a pedido de seu mais novo tutor, Ada traduziu um artigo do matemático italiano Luigi Menabrea (futuro primeiro ministro da Itália), no qual ela mesma acrescentou algumas anotações. Essas notas, que foram categorizadas alfabeticamente, tinham extensão maior que o próprio texto.

Na seção de letra G de suas notas, Ada detalhou um método para calcular uma sequência de números de Bernoulli compatíveis com a máquina analítica de Babbage, que teria funcionado corretamente caso a máquina tivesse sido construida durante a vida da Condessa. Foi a partir desse documento que Ada Lovelace foi considerada para muitos a primeira programadora do mundo.

Lovelace foi também a primeira pessoa a prever – nessas mesmas notas – que os computadores poderiam ir além de cálculos e números, enquanto outros, incluindo o próprio Babbage, concentraram-se apenas no cálculo de tabelas. Para Ada, os computadores tinham potencial para serem inteligentes de fato – algo só vislumbrado novamente quase cem anos depois (em 1936) pelo genial Alan Turing, o pai da computação moderna, e que só virou realidade (e ainda de forma muito limitada) no final dos anos de 1970.

Em 1953, as notas de Lovelace sobre a Máquina Analítica foram republicadas e foi somente nessa época que computadores de uso geral surgiram, baseados nas pesquisas de Turing e de forma independente ao trabalho da Condessa e de Babbage.

Controvérsia

A relação entre Babbage e Ada que levou anos fez o criador da máquina analítica chamar a Condessa por um apelido um tanto quanto carinhoso: A Encantadora dos Números. Imagem: minehead-online.com

A relação entre Babbage e Ada que levou anos fez o criador da máquina analítica chamar a Condessa por um apelido um tanto quanto carinhoso: A Encantadora dos Números. Imagem: minehead-online.com

 Não são todos que acreditam na contribuição de Ada na criação de Babbage. Dorotothy Stein, autora de um livro biográfico da Condessa, declara que a maioria dos programas escritos e estudados foram feitos pelo criador da máquina. E essa constatação não saiu de sua imaginação. Babbage escreveu em Passages from the Life of a Philosopher em 1864:

“Eu então sugeri que ela [Ada Lovelace] acrescentasse algumas notas na tradução de Menebrea, idéia que foi imediatamente adotada. Nós discutimos juntos várias interpretações que poderiam ser introduzidas: Eu sugeri várias, mas a seleção foi inteiramente dela. Da mesma maneira que aconteceu com o trabalho algébrico em diferentes problemas, exceto, de fato, aquela sequência de números de Bernoulli, na qual eu havia me oferecido a fazer para poupar a Lady Lovelace. Nisso ela me devolveu para fazer alguns ajustes, tendo detectado um erro grave cometido por mim durante o processo.”

No trecho Babbage deixa claro que muito do que é atribuído hoje a Lovelace pode ter sido feito por ele mesmo. Mas é consenso hoje que é difícil relacionar (ou negar) o envolvimento de Lovelace nos trabalhos de Babbage através de seus escritos, uma vez que ele mesmo tende a não reconhecer qualquer ajuda externa em suas realizações.

 

 

Em 1843 Babbage escreveu para a Condessa em uma das muitas cartas destinadas a ela: Esqueça este mundo, todos os seus problemas e se possível, os numerosos charlatães – tudo, em suma, menos [que você é] a Encantadora dos Números. Imagem: Wikipédia

Em 1843 Babbage escreveu para a Condessa em uma das muitas cartas destinadas a ela: "Esqueça este mundo, todos os seus problemas e se possível, os numerosos charlatães – tudo, em suma, menos que você é a Encantadora dos Números." Imagem: Wikipédia

A formação de Ada Lovelace

Ada Lovelace quando criança. Imagem: medievalsicily.com

Ada Lovelace quando criança. Imagem: medievalsicily.com

  Nascida em dezembro de 1815 Augusta Ada Byron vivenciou, tanto na infância quando na juventude, as consequênicias da falta de estruta familiar. Adicionalmente, com frequência era acometida de doenças crônicas, que a deixavam debilitada por longos períodos. Esses aspectos de sua vida afetaram diretamente em seus estudos iniciais na matemática.

Sua mãe, Annabella Milbanke, Baronesa de Wentworth, tinha uma certa obsessão em afastar de Ada qualquer indício da loucura que supostamente teria acometido o pai da moça, Lord Byron (sim, ele mesmo, o famoso poeta), fazendo com que a menina ainda cedo aprendesse matemática. Dessa forma, Lovelace foi rigidamente educada com matemáticos e cientistas do quilate de William Frend, William King, Mary Somerville e Augustus De Morgan.

Como muitos outros pioneiros, seu trabalho foi realmente apreciado apenas depois de sua morte. Na época em que viveu, mulheres em geral tendiam a ter gostos e afazeres diferentes dos da Condessa de Lovelace. Portanto, ela teve que esconder-se sob diversos disfarces para poder ter seu trabalho divulgado. Como prova disso, a série de notas que Ada escreveu para a máquina analítica de Babbage foi assinada – por ela mesma – apenas com suas iniciais, com medo de ser censurada por ser mulher.

Homenagens à Condessa dos Números

 É fato que houve incontáveis mulheres que fizeram contribuições significativas para a computação, mas Ada Lovelace é a única que teve, oficialmente (pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos), uma linguagem de programação levando seu nome: ADA, voltada para sistemas embarcados e de processamento em tempo real (real time). Além do nome “de batismo”, o manual da linguagem tem o número de registro MIL-STD-1815 – o ano de nascimento de Lady Lovelace.

Inúmeras homenagens foram feitas a partir do reconhecimento do trabalho da Condessa. O rosto de Ada Lovelace apareceu como uma marca de autenticidade dos certificados de licença do sistema Microsoft Windows por muitos anos.

Alguns filmes foram rodados tentanto reproduzir a vida da jovem, e houve boatos em abril de 2010 dando conta de que Zooey Deschanel seria a protagonista de uma nova produção – que teria como título o apelido de Babbage a Ada: Enchantress of Numbers. Mas, o longa-metragem que realmente chegou aos consumidores foi estrelado por Tilda Swinton, em uma ficção científica onde a protagonista acredita trazer a Condessa de volta a vida usando seu DNA. Desrespeitoso, para dizer o mínimo…

Muitos livros também foram escritos para retratar a vida da Condessa ou em ficções usando dua história.The Difference Engine, dos geniais escritores Cyberpunk Wiliam Gibson e Bruce Sterling, e Ada, The Enchantress of Numbers são dois exemplos marcantes.

De qualquer forma, o legado deixado por ela é inegável. Tudo o que conhecemos por programação hoje deriva do estudo da Condessa, e sua nota na seção G da tradução de Menebrea – com ou sem o devido reconhecimento disso.

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1 Algoritmo: segundo a Wikipedia, “uma sequência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cada uma das quais pode ser executada mecanicamente num período de tempo finito e com uma quantidade de esforço finita”. Explicando de forma mais simples, é como se fosse uma receita que explica em palavras humanas o que o computador deve fazer. A partir do algoritmo, que é escrito numa folha de papel na língua do programador (por exemplo, português), é gerado o programa de fato, escrito no próprio computador, em uma linguagem apropriada (hoje temos VisualBasic, Java, Python, C#, JavaScript, Objective C… a lista é interminável).

2 Há que se lembrar, ainda, que na época de Lovelace não havia linguagem de programação, portanto os algoritmos funcionavam como guias para a montagem das engrenagens da Máquina Analítica na ordem correta, para o cálculo que se queria fazer.

3 Portanto, o nome computador do jeito que usamos hoje veio desse “robô computador” de Babbage, que por sua vez substituiu os computadores humanos. Hoje causa estranhamento o significado “ao contrário” do termo, mas sua origem é exatamente essa. O termo foi, aliás, usado até o final dos anos de 1940, pois as programadoras do ENIAC eram chamadas também de computadoras. A máquina mesmo, o ENIAC, era chamada de “cérebro eletrônico” e outras sandices de época.

4 O filho de Babbage montou duas das máquinas depois da morte do pai, com peças que encontrou no laboratório deste último. Mas eram apenas montagens parciais. As máquinas diferenciais só foram realmente montadas no século 20 e mostraram-se mais precisas do que a maioria das calculadoras de bolso de quatro operações. A Máquina Analítica é alvo de um projeto milionário de cientistas britânicos, que esperam ter montado um exemplar, de acordo com os projetos deixados por Babbage, em dez anos (NYT).

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