Arquivo mensal: março 2012

Decoração com o básico

Idéias simples para organização com objetos que às vezes você possui em casa:

Organização simples usando um cesto de plástico e cubos em MDF

Malas velhas? Dê uma solução para elas com uma pintura nova e usando como criado mudo!

Essa é uma idéia básica para organizar brincos de forma fácil e decorativa, porque não?!

Caixote de feira deixa suas revistas no lugar!

Baú: um clássico para organizar qualquer bagunça!

 imagens: sapeando pela net!

Até a próxima!

HeavyFashion

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À moda de: Lindsay Lohan

Olá,

Sabe aquele dia em que nada do que você veste está bom? É muitas vezes acordamos assim e porque não nos inspirarmos no guarda roupa de uma celebridade que você curte o estilo

Já que não temos um programa que dite o que ficará bom em nós ou não..

Rebelde sabemos que ela é! Mas prefiro demonstrar minha rebeldia apenas nas roupas!

Hoje vou apresentar alguns looks estilo rocker que Lindsay Lohan usa!

Camisas lisas + skinny/legging + botas = rocker chic!

camisas xadrez + skinny + botas = impossivel não errar!

Basico preto e branco

 

Trasparencia + colete = jogo do mostra-esconde

É isso aí…

Isso é HeavyFashion!

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Inspirações Outono/Inverno 2012

Olá gentem!

Pois é, está findando o verão (graças ao Pai!) e esta chegando um tempinho mais frio….e você, já esta se preparando para a nova estação?! Muitas sugestões surgirão ao longo do mês!! Inspirem-se!

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fotos: WTF Should I wear

Isso é HeavyFashion!

Trajes Históricos

Você gosta de coisas antigas, museus, grandes obras da arquitetura, literatura que fale sobre os séculos passados? Não? Pois então você deveria! Pois estas coisas ainda falam muito sobre nós hoje…

Como sempre, eu dando uma sapeada pela net tentando achar algo surpreendente, inovador e magnífico caí no obvio e vi que não iria achar nada disso, então, por que não falarmos sobra a historia da moda.

A história da moda é bem legal porque fala sobre a personalidade das pessoas desde sempre. E nós que curtimos o metal, gostamos dessa coisa que às vezes beira o excêntrico…

Tento achar palavras que possam descrever o nosso gosto (…) bom, gostamos de coisas diferentes, resume nisso.

Voltando a sapeada da net, busquei pelo tópico de historia da moda e não achei nada muito dentro do nosso mundo metalistico então voltei pra um blog que sigo e leio sempre que é o Moda de subculturas que é bem metal e lá tem muitas fotos desses trajes mais antiguinhos. Vamos falar de moda no século XIX!

1790 – Iluminismo ou revolução industrial

A Revolução Industrial, que começara no Reino Unido no século XIX, revolucionou totalmente os meios de fabricação de roupas. Até então, os tecidos e as roupas eram produzidos manualmente, e por meios artesanais. Com tais máquinas disponíveis, fabricantes de roupas industrializadas vendiam roupas a baixos preços. A produção de roupas, ao menos nas grandes cidades, tornara-se quase completamente industrializada. Antigos artesãos que antes lucravam, faliram, e muitas pessoas pararam de fabricar suas roupas em casa.

Podemos visualizar isso por essa casaca toda bordada, rica em detalhes:

Mas a moda passou a mudar mais e mais freqüentemente, mas apenas as pessoas ricas podiam se dar ao o luxo de adquirir a última tendência da moda. Dado ao status de riqueza e poder de roupas complexas e elaboradas, ao longo da Revolução, muitos nobres passaram a usar roupas simples, com o medo de serem capturados pelos revolucionários, que os teriam guilhotinado.

Ao longo do século XIX, a industrialização na produção de roupas e tecidos espalhou-se para outros cantos do mundo. A indústria têxtil ficou firmemente estabelecida nos Estados Unidos, França, e, posteriormente, na Alemanha e no Japão. No último, roupas ocidentais lentamente substituíam roupas tradicionais. Porém, muitas pessoas ainda preferiam usar roupas feitas por um artesão, quando podiam pagar por ela. Outras pessoas, especialmente aquelas em lugares isolados, continuaram a fabricar tecidos e roupas em casa.

Gradualmente, ao longo do século XIX, as roupas passaram a ficar mais simples e leves. Camisas, saias (que eram para serem usadas juntas) e calcinhas foram criadas na década de 1870, e logo tornaram-se uma tendência entre mulheres da classe trabalhadora. Jeans passaram a ser usados por mineradores, fazendeiros e caubóis nos Estados Unidos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda_entre_os_anos_de_1750_e_1795

1809 – Império

Inspiração na antiguidade clássica e peças confortáveis de influência francesa.

Detalhe para o vestido de 1820 dos tempos de Jane Austen.

1830 – Romântico

Mangas bufantes e mãos cobertas ainda fazendo referência à França.

1850 – Vitoriano

Excessos e volumes em função da rainha Vitória, monarca da Inglaterra.

1895 – Belle Époque

Influência do art noveau e das formas curvilíneas com saias em forma de sino.


 fotos: Antiquedress , Manequim e Moda de Subculturas

Bom por hoje é isso, pois o tema é bem extenso. Num próximo post falo sobre a moda atual inspirada nessas peças lindíssimas!

Isso é HeavyFashion!

 
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Ada Lovelace: Condessa britânica do século 19 é primeira programadora da história

Imagem: Computer History Museum

Imagem: Computer History Museum

Como parte das homenagens ao Dia Internacional da Mulher, falamos hoje sobre “a mãe da programação”, Ada Lovelace. Enquanto mulher, nascida sob os conceitos e preconceitos do século 19, se tornou matemática de respeito e a primeira programadora de computadores da história.

por Sara Ferrari

É compreensível que todos os que vêem as fotos e gravuras de Augusta Ada King, Condessa de Lovelace, a imaginem como uma atualizada contraparte romântica de Maria Antonieta. Mas seu rosto angelical e sua figura aristocrática escondiam um autêntico espírito Geek: Lovelace é considerada a mãe da programação, tendo escrito os primeiros programas da humanidade – antes de qualquer homem!

Com as roupas da época, em meio ao romantismo do século 19, a Condessa usava tradicionais vestidos largos feitos a mão com caríssimos tecidos vindos do Oriente. Mas, à parte das frivolidades da nobreza rica e vazia – que ocupavam a totalidade do tempo das mulheres – e dos problemas militares e de política – que interessavam grande parte dos homens -, Ada Lovelace pôde dedicar-se à matemática, ciência que ela dominava em um nível semelhante ao dos grandes cientistas da época. Isso levou a “condessa nerd” a interessar-se pela invenção de seu amigo, o também matemático Charles Babbage: a Máquina Analítica.

A Máquina Analítica de Babbage

Uma réplica da Máquina Diferencial criada por Charles Babbage. Imagem: Science Museum

Uma réplica da Máquina Diferencial criada por Charles Babbage. Imagem: Science Museum

Ada Lovelace entrou para a história depois de concluir em 1843 uma série de algoritmos 1 que eram compatíveis com a Máquina Analítica 2. Tal máquina, nunca construída, era um aprimoramento de duas outras máquinas mais simples que Babbage começou a construir e nunca terminou, as Máquinas Diferenciais.

As três máquinas serviam para fazer longas sequências de cálculos matemáticos simples, normalmente apenas soma e subtração. Naquele tempo, os cientistas e estatísticos criavam tabelas com os resultados pontuais de seus experimentos e pesquisas, e depois empregavam pessoas com parcos conhecimento de matemática (apenas somar e subtrair) para “fazer continhas” com os valores dessas tabelas para chegar a um resultado final. O processo, do qual participava muita gente, era obviamente sujeito a muitos erros.

Essas pessoas, na época chamados de computadores, faziam o “trabalho braçal” com o qual os cientistas não queriam perder tempo. Babbage vislumbrou então a possibilidade de criar computadores mecânicos para substituir com vantagens esse trabalho braçal. 3

A Máquina Analítica de Babbage era programável, e não estática como suas máquinas diferenciais. Os programas, obviamente simples, eram ajustados na máquina por meio da troca de engrenagens e depois inseridos por meio de cartões perfurados, usando uma técnica inventada pelos franceses Bouchon, Falcon e Jacquard (sim, aquele do tear automático) no século anterior.

 Ada, a programação e a inteligência artificial

  Mesmo nunca tendo sido construída, a Máquina Analítica era um desafio mental e tanto, e a Condessa de Lovelace era uma das poucas no mundo a entendê-la.

Quando Ada tinha 17 anos, já tinha conhecimento sobre o trabalho de Charles Babbage através de uma conferência realizada em junho de 1833. Pioneiro e referenciado como o inventor do primeiro computador, sua criação exigia técninas bastante avançadas e caras, e por isso nunca foi construída enquanto Babbage era vivo, sendo apenas “um conjunto de partes mecânicas” 4

A jovem estudante foi apresentada à Bubbage pela sua tutora Mary Somerville e a partir do primeiro encontro, os dois voltaram a ser reunir inúmeras vezes. “O pai dos computadores” ficou impressionado com as habilidades matemáticas e a forma como ela entendia sua engenhoca como ninguém. Logo, Bubbage tornou-se seu tutor e mais tarde colega de trabalho.

Durante nove meses entre 1842-43, a pedido de seu mais novo tutor, Ada traduziu um artigo do matemático italiano Luigi Menabrea (futuro primeiro ministro da Itália), no qual ela mesma acrescentou algumas anotações. Essas notas, que foram categorizadas alfabeticamente, tinham extensão maior que o próprio texto.

Na seção de letra G de suas notas, Ada detalhou um método para calcular uma sequência de números de Bernoulli compatíveis com a máquina analítica de Babbage, que teria funcionado corretamente caso a máquina tivesse sido construida durante a vida da Condessa. Foi a partir desse documento que Ada Lovelace foi considerada para muitos a primeira programadora do mundo.

Lovelace foi também a primeira pessoa a prever – nessas mesmas notas – que os computadores poderiam ir além de cálculos e números, enquanto outros, incluindo o próprio Babbage, concentraram-se apenas no cálculo de tabelas. Para Ada, os computadores tinham potencial para serem inteligentes de fato – algo só vislumbrado novamente quase cem anos depois (em 1936) pelo genial Alan Turing, o pai da computação moderna, e que só virou realidade (e ainda de forma muito limitada) no final dos anos de 1970.

Em 1953, as notas de Lovelace sobre a Máquina Analítica foram republicadas e foi somente nessa época que computadores de uso geral surgiram, baseados nas pesquisas de Turing e de forma independente ao trabalho da Condessa e de Babbage.

Controvérsia

A relação entre Babbage e Ada que levou anos fez o criador da máquina analítica chamar a Condessa por um apelido um tanto quanto carinhoso: A Encantadora dos Números. Imagem: minehead-online.com

A relação entre Babbage e Ada que levou anos fez o criador da máquina analítica chamar a Condessa por um apelido um tanto quanto carinhoso: A Encantadora dos Números. Imagem: minehead-online.com

 Não são todos que acreditam na contribuição de Ada na criação de Babbage. Dorotothy Stein, autora de um livro biográfico da Condessa, declara que a maioria dos programas escritos e estudados foram feitos pelo criador da máquina. E essa constatação não saiu de sua imaginação. Babbage escreveu em Passages from the Life of a Philosopher em 1864:

“Eu então sugeri que ela [Ada Lovelace] acrescentasse algumas notas na tradução de Menebrea, idéia que foi imediatamente adotada. Nós discutimos juntos várias interpretações que poderiam ser introduzidas: Eu sugeri várias, mas a seleção foi inteiramente dela. Da mesma maneira que aconteceu com o trabalho algébrico em diferentes problemas, exceto, de fato, aquela sequência de números de Bernoulli, na qual eu havia me oferecido a fazer para poupar a Lady Lovelace. Nisso ela me devolveu para fazer alguns ajustes, tendo detectado um erro grave cometido por mim durante o processo.”

No trecho Babbage deixa claro que muito do que é atribuído hoje a Lovelace pode ter sido feito por ele mesmo. Mas é consenso hoje que é difícil relacionar (ou negar) o envolvimento de Lovelace nos trabalhos de Babbage através de seus escritos, uma vez que ele mesmo tende a não reconhecer qualquer ajuda externa em suas realizações.

 

 

Em 1843 Babbage escreveu para a Condessa em uma das muitas cartas destinadas a ela: Esqueça este mundo, todos os seus problemas e se possível, os numerosos charlatães – tudo, em suma, menos [que você é] a Encantadora dos Números. Imagem: Wikipédia

Em 1843 Babbage escreveu para a Condessa em uma das muitas cartas destinadas a ela: "Esqueça este mundo, todos os seus problemas e se possível, os numerosos charlatães – tudo, em suma, menos que você é a Encantadora dos Números." Imagem: Wikipédia

A formação de Ada Lovelace

Ada Lovelace quando criança. Imagem: medievalsicily.com

Ada Lovelace quando criança. Imagem: medievalsicily.com

  Nascida em dezembro de 1815 Augusta Ada Byron vivenciou, tanto na infância quando na juventude, as consequênicias da falta de estruta familiar. Adicionalmente, com frequência era acometida de doenças crônicas, que a deixavam debilitada por longos períodos. Esses aspectos de sua vida afetaram diretamente em seus estudos iniciais na matemática.

Sua mãe, Annabella Milbanke, Baronesa de Wentworth, tinha uma certa obsessão em afastar de Ada qualquer indício da loucura que supostamente teria acometido o pai da moça, Lord Byron (sim, ele mesmo, o famoso poeta), fazendo com que a menina ainda cedo aprendesse matemática. Dessa forma, Lovelace foi rigidamente educada com matemáticos e cientistas do quilate de William Frend, William King, Mary Somerville e Augustus De Morgan.

Como muitos outros pioneiros, seu trabalho foi realmente apreciado apenas depois de sua morte. Na época em que viveu, mulheres em geral tendiam a ter gostos e afazeres diferentes dos da Condessa de Lovelace. Portanto, ela teve que esconder-se sob diversos disfarces para poder ter seu trabalho divulgado. Como prova disso, a série de notas que Ada escreveu para a máquina analítica de Babbage foi assinada – por ela mesma – apenas com suas iniciais, com medo de ser censurada por ser mulher.

Homenagens à Condessa dos Números

 É fato que houve incontáveis mulheres que fizeram contribuições significativas para a computação, mas Ada Lovelace é a única que teve, oficialmente (pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos), uma linguagem de programação levando seu nome: ADA, voltada para sistemas embarcados e de processamento em tempo real (real time). Além do nome “de batismo”, o manual da linguagem tem o número de registro MIL-STD-1815 – o ano de nascimento de Lady Lovelace.

Inúmeras homenagens foram feitas a partir do reconhecimento do trabalho da Condessa. O rosto de Ada Lovelace apareceu como uma marca de autenticidade dos certificados de licença do sistema Microsoft Windows por muitos anos.

Alguns filmes foram rodados tentanto reproduzir a vida da jovem, e houve boatos em abril de 2010 dando conta de que Zooey Deschanel seria a protagonista de uma nova produção – que teria como título o apelido de Babbage a Ada: Enchantress of Numbers. Mas, o longa-metragem que realmente chegou aos consumidores foi estrelado por Tilda Swinton, em uma ficção científica onde a protagonista acredita trazer a Condessa de volta a vida usando seu DNA. Desrespeitoso, para dizer o mínimo…

Muitos livros também foram escritos para retratar a vida da Condessa ou em ficções usando dua história.The Difference Engine, dos geniais escritores Cyberpunk Wiliam Gibson e Bruce Sterling, e Ada, The Enchantress of Numbers são dois exemplos marcantes.

De qualquer forma, o legado deixado por ela é inegável. Tudo o que conhecemos por programação hoje deriva do estudo da Condessa, e sua nota na seção G da tradução de Menebrea – com ou sem o devido reconhecimento disso.

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1 Algoritmo: segundo a Wikipedia, “uma sequência finita de instruções bem definidas e não ambíguas, cada uma das quais pode ser executada mecanicamente num período de tempo finito e com uma quantidade de esforço finita”. Explicando de forma mais simples, é como se fosse uma receita que explica em palavras humanas o que o computador deve fazer. A partir do algoritmo, que é escrito numa folha de papel na língua do programador (por exemplo, português), é gerado o programa de fato, escrito no próprio computador, em uma linguagem apropriada (hoje temos VisualBasic, Java, Python, C#, JavaScript, Objective C… a lista é interminável).

2 Há que se lembrar, ainda, que na época de Lovelace não havia linguagem de programação, portanto os algoritmos funcionavam como guias para a montagem das engrenagens da Máquina Analítica na ordem correta, para o cálculo que se queria fazer.

3 Portanto, o nome computador do jeito que usamos hoje veio desse “robô computador” de Babbage, que por sua vez substituiu os computadores humanos. Hoje causa estranhamento o significado “ao contrário” do termo, mas sua origem é exatamente essa. O termo foi, aliás, usado até o final dos anos de 1940, pois as programadoras do ENIAC eram chamadas também de computadoras. A máquina mesmo, o ENIAC, era chamada de “cérebro eletrônico” e outras sandices de época.

4 O filho de Babbage montou duas das máquinas depois da morte do pai, com peças que encontrou no laboratório deste último. Mas eram apenas montagens parciais. As máquinas diferenciais só foram realmente montadas no século 20 e mostraram-se mais precisas do que a maioria das calculadoras de bolso de quatro operações. A Máquina Analítica é alvo de um projeto milionário de cientistas britânicos, que esperam ter montado um exemplar, de acordo com os projetos deixados por Babbage, em dez anos (NYT).

Vi no Geek 2 geek.
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Até aonde é inspirado, até aonde é cópia?

A matéria é antiga, mas resume bem o que estou falando, achei bem interessante..

Vi no: Moda de Subculturas 
 

Iron Fist x Melissa + Inspirações Brasileiras

A nova coleção da marca de calçados alternativos Iron Fist lançou dois modelos super parecidos com duas sandálias da marca nacional Melissa. Não pude evitar as comparações, desde que sou uma Melisseira de plantão e também fã dos designs da Iron Fist.

 Iron Fist X Melissa Cute

Iron Fist X Melissa Zen girl + Vivienne Westwood

Se realmente houve inspiração de uma marca estrangeira em peças de uma marca nacional, não é a primeira vez que acontece, como já postei aqui.

Muitos de nós odiamos o carnaval não é? (ou ao menos odiamos o que ele se tornou, uma indústria milionária), tempos atrás vi um look gótico num evento estrangeiro, completamente sexy, cheio de penas, brilhos e adereços, bastante sugado de nosso carnaval e daptado à estética gótica.

Tudo da nossa cultura pode ser adaptado ao alternativo, basta ter criatividade. Lembram de uma pesquisa de moda alternativa nacional que fiz ano passado? (poucos se interessaram em responder). A maior dúvida foi quanto à pergunta de número 35 que era sobre características da cultura nacional que poderiam ser adaptadas à moda alternativa. As respostas foram “não entendi a pergunta”, “nada” ou “não sei”. O que mostra a falta de visão inovadora/empreendedora do nosso público.

A diferença é que os estrangeiros vêem a moda como um mercado de fazer dinheiro, para tal, quem for mais inovador/diferente cativa mais público ávido por coisas diferentes, vendem mais, por isso adaptam ao alternativo tudo que puderem. Tendemos a não ver nossa cultura como algo adaptável ao lado obscuro da vida. Se pararmos pra pensar, os estrangeiros se inspiram em aspectos da cultura e história deles e a gente acaba tomando isso pra para nós. Sabemos e admiramos a cultura deles e esquecemos de olhar para a nossa. Se não adaptamos nossa cultura e história ao alternativo, os estrangeiros fazem isso por nós e o dinheiro, claro, vai pro bolso deles.

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